sexta-feira, 17 de abril de 2026

Ortodoxia - G.K. Chesterton




Introdução

O livro é considerado como um Clássico da Literatura Cristã, mas o Cristianismo sempre este ligado à História, daí sua inclusão neste blog específico de História.

Desenvolvimento
O autor em sua declarada defesa do Cristianismo fala dos primeiros cristãos (como a Ortodoxia), das Cruzadas, da Reforma, e suas relações com o pensamento de outros autores a respeito da positividade das Cruzadas, por exemplo. Afirma que a Reforma acabou com o Cristianismo, mas não explica este fato, pois historicamente a Reforma provocou a Contra-Reforma que reformou a prática e a teoria da Igreja Católica; criando seminários e obrigando a formação do clero, situação não exigida até o século XVI. A Igreja Católica durante a Idade Média tinha um caráter predominantemente político, pois os religiosos eram indicados pelos governantes.

A linguagem do autor é muito complexa, pois usa, em excesso, metáforas pouco conhecidas de um público leigo. Viaja pela Mitologia, História, Politica, Literatura, Filosofia e pelo cotidiano de várias épocas. O autor faz críticas às contradições dos detratores do Cristianismo, inclusive em relação às mulheres e à família. Faz referência ao prejuízo das famílias com a aceitação das mulheres ao celibato. E mostra como estão certos ou errados seus defensores  com vários exemplos contraditórios. Utiliza amplamente a imagem de Jesus e suas várias interpretações, em relação a quem as tentam decifrar.

Agora o autor viaja pela Teologia Cristã utilizando os argumentos mais variados e de difícil compreensão, mesmo utilizando objetos que parecem simples. Mas há claramente a defesa da fé cristã, mesmo que esta apresente erros, contrariando outras teologias como o Calvinismo. O autor critica quem utiliza figuras de linguagem, como a metáfora; mas o mesmo a utiliza insistentemente. Usa até uma espécie de "fabula" em suas explicações com animais. É um defensor dos reformadores políticos e não dos evolucionistas. O autor é muito confuso ao usar os termos conservadores, progressistas, socialistas, etc. É pouco didático em suas exposições. Utiliza em exagero as contradições de todos os matizes. Fica mais claro quando fala de personagens históricos e das revoluções, especialmente a Revolução Francesa. Acho que deveria explorar mais a evolução histórica do Cristianismo, e utilizar menos teorias próprias. Alivia os grandes erros históricos do Cristianismo como a anarquia clerical medieval e a Inquisição. Afirma sua "conversão" para o Cristianismo católico no final.

E para finalizar:
"Não há livro tão ruim que não se possa aprender nele algo de bom." Plínio, o Jovem


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