Apresentação
Resenhasdelivroshistóricos
Análise Crítica e Resumo Ampliados
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Fé na Ferrovia - Trilhos & Trilhas da Bahia e Minas
Apresentação
quarta-feira, 29 de julho de 2026
Apostila Informativa e Educativa: Segredos da Elite - Poder, Riqueza e Controle Social - Lourenço Costa
Introdução
Desenvolvimento
O autor começa analisando os principais nomes da economia desde o século XIX e seus projetos, mesmo que estes tenham sido facilitados por uma legislação pouco rigorosa quanto ao processo de criação de riquezas. Destaque importante é sobre a estratégia de investir em ações altruístas em benefício da população, talvez para garantir apoio popular aos projetos. Isto é o que chamamos de Responsabilidade Social das empresas garantida em lei. No Renascimento, destaque para a família Medici que se enriqueceu a partir do século XIII, ainda na Idade Média, que terminou financiando os Monarcas e a Igreja Católica. No Renascimento patrocinou os principais artistas do período como Leonardo Da Vinci, Miguelangelo e Botticelli, além de alguns Papas.
Depois de focar nos investidores de capital em ferrovias, rodovias, transporte naval, produção cultural, e na classe política e religiosa, sendo que nestas últimas os atuais investidores também o fazem, em maior ou menor grau; o autor passa a analisar e relatar sobre os grandes empreendedores do século XX e XXI como George Soros, Bill Gates e outros. Todos eles têm em comum a aplicação de capitais em atividades filantrópicas para amenizar as grandes fortunas acumuladas, além do uso da tecnologia como principal incremento de suas participações no mercado capitalista. O consumidor é sempre o alvo destes empresários criativos, cada um com seu método para atingir o grande público. Mas todos eles tiveram apoiadores e críticos aos seus métodos.
Sobre as empresas fantasmas e paraísos fiscais o autor é bem sucinto, explicando apenas conceitos dos termos como espaços de proteção aos investidores, sendo lícitos ou ilícitos. Interessante notar que estas aplicações são totalmente legais e podem, as empresas fantasmas, serem registradas normalmente.
O autor é bem esquemático em sua exposição, fator que facilita a pesquisa de estudantes. Insiste que o texto não é uma motivação para investimentos com as técnicas legais e ilegais reveladas, tem o objetivo de gerar conhecimento e educação financeira. Acredito que este trabalho poderia se transformar em livro com a ampliação dos temas esquematizados. Seria muito útil a camadas diversas da pesquisa da economia global.
quinta-feira, 25 de junho de 2026
O Cardeal Newman
Introdução
Desde o princípio observamos que a vida do Cardeal Newman foi marcada pela fé em Deus, mais especificamente pelo Deus do Cristianismo; pois sua época (século XIX) foi um tempo em que a Igreja Católica, e também as Protestantes, tinham poder espiritual e temporal sobre as populações, tanto na Europa, como na América. Além de sua imensa fé, dom recebido de Deus, talvez para sua futura missão religiosa; foi dotado de uma inteligência rara, pois viveu para os estudos, sendo toda sua vida da adolescência à fase adulta, marcada pelo academicismo. Foi primeiro Protestante, certamente por influência familiar, para depois se converter ao catolicismo.
Desenvolvimento
Newman foi muito sensível aos problemas humanos. Foi um defensor dos mais necessitados, ou seja, ligando sua vida religiosa ao cotidiano humano, coisa que poucos fazem. Foi Anglicano, Calvinista e Católico. Não via com bons olhos a Reforma Protestante. E textualmente cita à página 70: "(...) a Reforma protestante, longe de ser renovação, era a primeira etapa da desintegração da civilização cristã." Mas a Reforma, na opinião de historiadores, foi benéfica para a Igreja Católica, pois fez críticas necessárias para a reformulação da estrutura eclesial da Igreja, principalmente com a criação de Seminários para a formação de padres, prática inexistente até então, pois antes os cargos eclesiásticos eram políticos. Também provocou o fim das Indulgências, uma mancha difícil de apagar da História da Igreja Católica. O biografado conhece os males históricos de Roma, como a corrupção, mas não vê no Protestantismo um caminho certo, que o Catolicismo oferece através da obediência aos dogmas, mas não questiona a origem dos dogmas, mesmo quando contesta o arianismo. Suas informações históricas são importantes, principalmente sobre o nazismo, as Guerras Mundiais e ação do FBI no combate ao crime nos Estados Unidos. Não vê uma harmoniosa sociedade sem a presença do catolicismo.
Na Inglaterra contrai uma febre que o acompanha pela vida toda. Mas continua sua luta com pregações na Faculdade e publicações religiosas. À página 77 faz uma reflexão válida para os dias de hoje: "(...) ser religioso não é freqüentar os templos no domingo e viver pagãmente a semana". Segue o autor, colhendo informações de quem estudou com Newman em Oxford. Primeiro um historiador que faz um longo depoimento, inclusive comparando-o a Júlio César, em seu porte físico e em sua capacidade de convencimento, destacando seu lado simples para alguém que tinha amplo conhecimento dos problemas de sua época. Outros depoimentos realçam seu ideal cristão e sua diferença intelectual diante dos demais alunos da escola, e sua saída deixou um vazio nunca preenchido em qualidade. Seus sermões eram admiráveis e nunca superados. Em suas palavras destilavam simplicidade e rigor no saber, que deixavam os colegas admirados. Era como se Santo Agostinho tivesse voltado de sua época.
No longo Capítulo 3, Em Demanda de Roma; o autor busca o processo e as causas da conversão de Newman. Utiliza como um dos motivos suas ações inconscientes na infância. Utiliza a História como fonte verdadeira da Verdade, e para isto faz uma volta ao início do Cristianismo Primitivo e aos Grandes Padres da Igreja e seus escritos sobre a Doutrina Católica. Mostra que nunca houve um protestantismo antes de Lutero. Mas a História mostra que houve alguns nomes que combateram a Igreja Católica antes de Lutero e foram punidos com a morte, e Lutero não morreu assassinado porque teve o apoio dos Príncipes alemães que desejavam as terras da Igreja, pois afinal a Igreja Católica era dona de 2/3 de todas as terras da Europa. Veja texto abaixo:
Interessante notar como o autor e Newman recorrem à História, para explicar que apenas a Bíblia tradicional não é infalível em questão de fé, pois necessita da presença de outros textos e explicações sobre sua infalibilidade, daí as Encíclicas Papais. Oferece o texto informações importantes sobre a formação do texto bíblico, citando que existem vários evangelhos e cartas do inicio do Cristianismo, e a Igreja escolheu aqueles que para seus estudiosos eram os inspirados para dar início ao caminho que deveria ser seguido pela Igreja Católica sem desvios. Valorizam os primeiros Padres da Igreja nesse processo na criação da unidade da fé cristã. E um questionamento se segue: Além das Escrituras nada mais foi revelado? (Página 119).
terça-feira, 28 de abril de 2026
O Terror Vermelho - As atrocidades da Revolução Russa
Introdução
No Prefácio e na Introdução do livro, é exposta um pouco da biografia do autor, que foi sempre um historiador, como seu pai de mesmo nome. Seu livro tem a autoridade de ser escrito por alguém que viveu intensamente o período da Revolução Russa e suas atrocidades, inclusive tendo sido preso oito vezes e condenado à morte, pena comutada por seu exílio. Foi um historiador com ampla produção histórica no período, sendo seu foco sempre a defesa das liberdades individuais e dos direitos das classes menos favorecidas.
Desenvolvimento
O autor começa o livro falando sobre os chamados reféns, que são as pessoas capturadas, e consequentemente assassinadas violentamente, inclusive mulheres, crianças e jovens, em represália pela tentativa do assassinato de Lênin. A partir daí começam os massacres por supostas mortes de líderes bolcheviques e opositores. Todas as mortes foram documentadas, mesmo com a declaração de um número inferior de execuções. O autor é rígido quanto ao uso de documentação e de testemunha ocular. O Terror Vermelho foi instituído em 1918, ou seja, no início da Revolução Russa. Seus dirigentes colocam a culpa dos extermínios às classes trabalhadoras, e o controle do governo passou a ser visto como o limitador da violência. Uma justificativa não comprovada pela extensa documentação em que os líderes no poder são seus autores. Os comunistas não assumem o que fazem até os dias de hoje. Outra atitude do governo comunista é viver uma eterna "Teoria da Conspiração" e o maior exemplo da época é quando um comandante do Exército Vermelho salva vários soldados russos em uma batalha, e ao invés de ser homenageado; ele é assassinado, pois a liderança imaginava que o mesmo iria se fortalecer e organizar um movimento contra os bolcheviques.
O livro faz um aterrorizante relato das matanças praticadas pelos Bolcheviques do ano de 1918 a 1924, período de governo de Lênin. As torturas e fuzilamentos continuam em todos os anos, como uma cópia da maldade disseminada entre os soldados russos. Era um prazer eliminar qualquer resquício de aparente oposição ao novo regime; aí incluía pessoas do próprio exército assassino. Quanto aos trabalhadores que prometiam proteger, faziam o contrário quando reivindicavam melhorias trabalhistas; eram eliminados em plenas greves. Foram divulgadas várias informações sobre o número de assassinados por pessoas que conviviam com esta realidade. Em um relatório um professor, conseguiu colocar o número de mortos por categorias profissionais. Em outro relato sobre métodos assassinos há uma informação de uma forma brutal de morte: colocavam um explosivo na garganta da pessoa condenada a morrer. É muita desumanidade! E a guerra civil do início do governo bolchevique, não difere dos períodos posteriores de atrocidades seguintes, pois a violência foi institucionalizada como prática comum. O autor vale-se de muitos documentos e de depoimentos de sobreviventes do massacre. O próprio autor fica horrorizado com os relatos: "Eu teria ficado feliz em poupar os sentimentos do leitor a esse respeito. No entanto, devo citar alguns exemplos do que quero dizer, mesmo que não sejam, em absoluto, os piores exemplos da fúria animal e humana." (Página 124).
As revoltas e ataques dos bolcheviques não se limitaram aos camponeses, que tinham a fama de combatentes por suas revoltas no Czarismo, mas também aos trabalhadores das indústrias. Os camponeses e operários não aceitaram os massacres de forma pacífica, pois também praticaram atos de violência contra os bolcheviques. Mas os bolcheviques enterraram seus mortos com as cerimônias tradicionais, enquanto o povo, na maioria do casos, nem viam seus parentes e amigos mortos. O autor continua citando muitos documentos da época divulgando as estatísticas de mortos por testemunhas oculares, e até dos canais oficiais, como jornais do governo. Os massacres praticados pelos Bolcheviques não tinham como alvo apenas a burguesia, mas todas as classes sociais. A Burguesia era apenas o bode expiatório. Os intelectuais foi uma classe muito visada pelos Bolcheviques nos levantamentos documentais. Mesmo entre os socialistas haviam divergências, pois o Partido Menchevique defendia um Socialismo construído por etapas, diferente do radicalismo bolchevique.
Mesmo com as denúncias de países europeus sobre a prisão e tortura de presos políticos na Rússia, a prática bolchevique não mudou. Continuaram as torturas e mortes com os métodos mais variados, além dos estupros coletivos que terminavam sempre com a morte das mulheres estupradas. Fico assustado como mulheres intelectuais hoje ainda defendem um regime desse para o nosso país. Seria falta de conhecimento ou a força da propaganda? Algumas torturas são de dar náuseas em quem conseguir ler estas páginas. É uma sucessão de atos muito mais variados e violentos do que os métodos nazistas. Mas, mesmo com a extrema crueldade das torturas comunistas no período de Lênin, estas ainda foram um pouco menos cruéis do que as crueldades dos séculos da Inquisição espanhola. (Página 185).
A questão da definição de quem eram os opositores dos bolcheviques nunca é clara, daí a matança indiscriminada de cidadãos sem nenhuma consciência do motivo de suas mortes. A ideia sempre divulgada de que a burguesia era a inimiga dos bolcheviques sempre foi obscura, pois a caracterização da classe nunca foi definida, nem de quem eram os capitalistas, também apontados como os inimigos do Comunismo. E os assassinatos cruéis continuam das formas mais variadas sobre toda a população. Camponeses, operários industriais, idosos, mulheres, crianças, intelectuais, eram todos inimigos do Estado. Talvez quisessem purificar o povo como fizeram os nazistas e ideologizar todo o restante da população. Interessante notar como as mulheres foram vítimas das atrocidades dos comunistas, mas também ocuparam o papel de carrascas do regime, e praticando atrocidades superiores às praticadas pelos homens. Algumas ficaram famosas por suas atrocidades e sadismo. Outro destaque entre os torturadores era o uso de droga como a cocaína, ainda na década de 1920. Esta prática se justifica pelo nível de violência praticado contra o ser humano, tanto é que muitos foram torturados pela memória de sua ação, chegando a consultar as Irmãs de Caridade que atendiam a Rússia no período. No período o autor faz um estudo dos principais torturadores, inclusive de um adolescente de 14 anos que se vangloriava de suas execuções entre os colegas. O suicídio era comum entre os condenados para evitar os suplício da tortura.
O autor dedica um texto sobre a tortura e a matança de mulheres. Mostra que os estupros eram comuns, além da estratégia de condenar os maridos para conseguir amantes, ou prometer e não cumprir, libertar parentes das mulheres para conseguir sua submissão sexual. Tudo registrado em documentos, jornais e livros. Revela o autor, a identidade da burguesia combatida pelos Bolcheviques, ou seja, todos aqueles que tinham posses materiais, que chamavam de "excedentes" e atingiu principalmente advogados, professores, médicos, jornalistas e intelectuais. Não eram opositores, mas quem venceu na vida por seu estudo e trabalho; e entre estes tinham também proletários. Conforme pequeno texto do livro, página 235: "... desde 1917 a tirania bolchevique vem diariamente aniquilando a vida humana, sufocando a liberdade de expressão, apertando a alma popular com os pesados grilhões da censura e matando os melhores escritores e jornalistas da Rússia."
Nos relatos sempre documentados, continuam as atrocidades bolcheviques sem discriminação. E o mais importante: 40% dos torturados era formado de trabalhadores industriais e camponeses. E um texto do livro é explícito sobre o método de escolha dos culpados, página 254-255: "Mas, talvez, nos perguntem por que tantas pessoas inocentes foram detidas? A razão é que, se uma instituição inteira, se uma unidade inteira se envolve em uma conspiração, a única maneira de evitar que alguns culpados escapem é prendendo a instituição ou unidade como um todo." E para completar: "(...) Bem, para um bolchevique, a inviolabilidade da pessoa é um mero preconceito burguês."
No final do livro, o autor fala sobre a composição do quadro de pessoal empregado na captura, "julgamento" e punição dos culpados de contrarrevolução. O próprio Lenin afirma que entre 100 componentes, 99 eram desonestos, mas acreditava na utilidade destes. Ainda em 1905, Lênin já afirmava que o Partido Bolchevique não era para ser "um internato de moças". Mostra, o autor que aconteceram algum julgamento de membros do Partido, mas isto era uma exceção. E para terminar um texto quase poético sobre as vítimas nunca caladas, como os vivos covardes que tudo viram mundo a fora em publicações em livros e jornais, e "fingiram de mortos", principalmente os governantes das grandes nações da época, da Europa e dos Estados Unidos.
sexta-feira, 17 de abril de 2026
Ortodoxia - G.K. Chesterton
Introdução
O livro é considerado como um Clássico da Literatura Cristã, mas o Cristianismo sempre este ligado à História, daí sua inclusão neste blog específico de História.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
As Origens do Mal - Fabio Blanco
Apresentação
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
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