terça-feira, 6 de janeiro de 2026

A Direita no Hospício da Democracia e a Ditadura do Amor - Paulo Henrique Araújo

 

A Direita no Hospício da Democracia e a Ditadura do Amor
Paulo Henrique Araújo

Introdução
Já no Prefácio, Flávio Gordon, nos dá uma visão geral do tema do livro, ou seja, as esquerdas, ao longo da História só se implantaram pelo poder da força e da violência contra a população, e cita os exemplos de Hitler, Stálin e Lênin. Esta informação deixa o povo brasileiro preocupado quando vivemos uma ditadura escancarada da esquerda, mas nunca assumida, disfarçada. O povo não sabe se tem esperança de um retorno à democracia, ou se seria melhor sair do país (pra quem pode) e abandonar nossas origens. Alguns já fugiram para os Estados Unidos, Europa, e outros estão presos ou morreram. Daí o dilema que vivemos.

Desenvolvimento
O autor mostra como a esquerda lê apenas com a emoção. Daí a impossibilidade do debate. E cita um pequeno texto de Ronald Reagan. Mostra o autor que a esquerda se infiltra nas instituições e, ao invés de perder o combate, se transforma com variados nomes. No Brasil evitam usar o nome Comunismo, tão desgastado historicamente. Segue o Autor mostrando como o Comunismo continua contaminando o planeta. Destaca a homenagem feita na Rússia com uma escultura de Fidel Castro. E a Direita acreditando que o Comunismo acabou... continua mais vivo do que nunca. Faz questionamentos sobre a inexistência do Comunismo hoje, citando vários países que adotam este regime atualmente.

O autor mostra como os governos querem ser Deus: "... o objetivo do Estado é substituir Deus." (Pag.42). E para provar cita os exemplos da Alemanha, China e até dos Estados Unidos, quando buscam controlar a vida do cidadão por um aplicativo do celular. Observam o que fazem, com quem falam, os lugares onde frequentam. Na China têm até uma pontuação para definir o que podem ou não fazer. O 8 de janeiro de 2023 volta à cena com uma declaração de uma Ministra do STF, condenando o ato como uma infâmia, mas nunca fez nada para anistiar os(as) envolvidos(as). Até a vice-Presidenta dos Estados Unidos condenou o ato, e o comparou ao Pearl Harbor de 1941 contra os soldados americanos. Mais uma violência contra o povo que nunca esqueceremos. Hoje, Direita e Esquerda, Conservadores e Revolucionários são todos a mesma coisa; o que importa é tomar o poder, e para isto confundem os desinformados. Existem Agências internacionais com esta missão.

O foco do estudo passa a ser o papel desempenhado por Gorbachev, o "responsável" pelo fim da União Soviética. Quase todos os estudiosos viam em suas ações e publicações a derrocada do sistema comunista e o início de uma economia de mercado capitalista, mas esta não era a estratégia, mas sim a continuação das ideias e práticas socialistas por outros caminhos, como o famoso Globalismo, ONGs e outros sistemas. E cita uma frase de Gorbachev que sintetiza tudo: "... mais democracia, mais Socialismo." (Pág. 51). O autor explica como o próprio STF teve que se dar poder através da criação de leis que excedem ao que manda a Constituição, para com isto implantar uma "Ditadura do Judiciário". Em um pequeno texto, o autor mostra como o Comunismo vive da mentira absoluta; pregando uma promessa que nunca vai acontecer. O que fazem é nivelar os cidadãos na pobreza, e manter uma minoria na riqueza... e adeus classe média! O papel da imprensa como fonte de desinformação não é de hoje para desestabilizar governos, vem do século XV com Gutemberg (1450). A Globo é mais um capítulo. O controle das redes sociais é o sinal de um governo em queda livre, pois querem impedir o livre pensamento e refleeguirxão dos cidadãos, com desculpas que são instrumentos de golpe. Novamente o autor trabalha o poder de Cuba na América Latina, e no final do texto, revela a cartilha de Lênin (Pag.73). Que Cuba sempre seguiu, e hoje o Brasil tenta imitar, principalmente com as já famosas Bolsas de pobreza. E tem Ministro do nosso STF que diz que segue o que Lênin manda.

Na segunda parte do livro, o autor passa a analisar a já chamada "Ditadura do Amor". Mostra como reproduzimos informações de outras pessoas e instituições como se fossem nossas. E aos outros queremos impor, mesmo que não sejamos obrigados, como no Comunismo. Segue o Autor mostrando a importância da mídia para convencer a população de uma ideia, como no futebol quando o time do Bahia exibiu manchas de óleo em sua camisa com o objetivo de mostrar o descaso do governo Bolsonaro com a questão do derramando de óleo no litoral da Bahia... tinha que ser a Bahia! Sem nenhum questionamento, sendo que posteriormente foi descoberto que o desastre foi provocado por um navio da Venezuela. No governo chinês de Mao, na chamada Revolução Cultural, queimaram livros contrários ao Regime, hoje não precisamos mais disto, usamos as famosas "narrativas". O autor mostra como estamos sofrendo uma regressão histórica devido aos recentes conflitos entre muçulmanos e judeus na Rússia, ou seja, estamos vivendo o tempo histórico da década de 1930 no século XX. Numa análise sintética e bem feita, o livro mostra a verdadeira face de Putin, que muita gente não sabe, ou seja, o que Putin deseja mesmo é a restauração da ex-Uniao Soviética, através de quaisquer métodos e a eliminação da cultura ocidental, afinal foi um agente da KGB. Com seu discurso moderado engana os Conservadores.

Passa, o autor,  a mostrar as vaidades do poder e as mentiras que ouvimos e repetimos. As vaidades ficam por conta da política; e cita como exemplo, a homenagem feita à Princesa Isabel, fervorosa abolicionista, por Bolsonaro, e sua destituição por Lula colocando em seu lugar Luiz Gama, também grande abolicionista. Aí entra a questão racial e a vaidade. Sobre as mentiras dá o exemplo de uma série americana sobre a Descoberta da América; uma professora universitária indígena alterando o Diário de Colombo para condenar a Colonização Espanhola. Temos que combater as mentiras, por mais idiotas que pareçam ser, com fatos verídicos. A liberdade com responsabilidade é o tema seguinte, além da questão de gênero, que seu ponto mais importante e atraente é a destruição da família. Na questão de gênero existe uma liberdade sem responsabilidade e uma anarquia sexual baseada apenas no instinto. É o fim da nossa história ocidental desde sua origem na Grécia. Uma das estratégias para eliminar a nossa sociedade é desvalorizar os símbolos cristãos; esta é a prática comum, principalmente entre os grupos LGBT, que fazem verdadeiras injúrias com estes símbolos. Agora a questão da linguagem é fundamental. Quantas palavras e expressões a esquerda tem utilizado para enganar o povo? Dão significados diferentes que interessam ao que propõem para enganar a todos: Estado Democrático de Direito; democracia; fascismo etc. Se você for ao Dicionário e perceber a pratica destas pessoas verá as diferenças. Fascista é todo opositor que demanda condenação sem direito a defesa. Historicamente Fascismo é só o italiano na II Guerra Mundial.

Já no final do livro, o autor passa a analisar a questão da formação da nação brasileira. Mostra que o povo não conhece esta realidade brasileira e vive a acreditar em ideias pseudo-revolucionárias, e até a assumir estas ideias. Defende uma sociedade conservadora que garanta seus valores construídos historicamente, e não ficar navegando por ideologias mirabolantes de esquerdistas estrangeiros. Mostra um rumo para a sociedade; de forma resumida "conheça nossa história". O autor mostra em um pequeno texto que o Comunismo original nunca existiu, ou seja, a defesa dos trabalhadores da opressão da Revolução Industrial do século XIX, (Pág. 157): 

Faz o autor uma crítica rápida sobre o papel das redes sociais, afirmando que temos informações como nunca tivemos, mas quase não entendemos o significado deste conhecimento, pois são rápidos e pouco elaborados. Quase não lemos mais livros que são trabalhados durante anos para sua publicação, por isto, as esquerdas preferem as redes sociais para manipular seus incautos seguidores. Termina o livro mostrando (novamente) como funcionam as ideologias de dominação no mundo, tendo Putin em seu centro, e uma breve reflexão sobre o Professor Olavo de Carvalho, inspirador do autor, sem ser seu guru.

Recomendo o livro para todos os leitores que querem entender como funcionam as engrenagens do poder no mundo atual.
 

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